Sobre o ato de educar: a imposição


Prof. Lucelmo Lacerda é Mestre em História e Doutorando em Sociologia pela PUC-SP




"NADA QUE É IMPOSTO FUNCIONA!"
É sobre essa mentira que vamos nos debruçar nesse artigo.
Como já disse, os pais sabem o impacto que cada ação que seu filho realiza sobre sua vida futura. Os filhos estão impossibilitados de sabê-lo, pois somente a experiência traz essa sabedoria.
Dessa forma, é preciso dizer que impor ao filho determinadas coisas é imprescindível.
Autoridade não é autoritarismo, autoritarismo seria impedir que o filho, diante da imposição de algo, exercite seu sistema límbico, isto é o produtor de raiva. É importante que o filho chore, gema, enfim, externe a energia límbica, ao invés de reprimi-la, gerando, possivelmente, uma neurose.
Ademais, é preciso ficar claro que impor não significa ser estúpido, agressivo ou se fechar ao diálogo, é simplesmente garantir alguns elementos básicos fora de qualquer negociação. Quais são, em meu entender, os itens fora de negociação:
Educação;
Ex. se uma criança ou adolescente não quer mais freqüentar a escola, é preciso ficar claro que essa não é uma opção válida. Mas certamente o grito "Vai e acabou!" não é o melhor caminho, mas talvez o suave "filho, tem que ir para a escola, mas fala para mim, qual é o problema, eu vou te ajudar!" seja uma boa saída.
Saúde;
Ex. se uma criança ou adolescente que ir para a escola de camiseta em dia de frio e sereno, evidentemente não se pode permitir.
Segurança física;
Ex. se uma criança ou adolescente quer ir a uma "balada", é evidente que a segurança física, incluindo a vida, dela está em jogo, então, que funcione o sistema límbico, que fique com raiva, mas calmamente ela deve ser avisada que não vai e por que não vai. Note-se o "avisada", não negociação quando o campo é o da segurança.
Segurança moral;
Ex. se uma criança ou adolescente está freqüentando sites pornográficos, os mesmos devem ser bloqueados e um diálogo franco sobre sexualidade deve ser aberto com o adolescente, incluindo, possivelmente, um profissional.

É preciso reafirmar duas posições tomadas: 1- a imposição não só funciona como é, muitas vezes, imprescindível; 2- a imposição não quer dizer autoritarismo, estupidez ou falta de diálogo;
No próximo texto, avanço na questão do diálogo, até!


Posted: 17 Oct 2009 11:24 AM PDT
   Na enquete feita pelo Blog São Sebá, 11% se mostrou a favor da ampliação nos moldes propostos, 44% é a favor da ampliação, mas contra o formato apresentado pela Companhia Docas, enquanto 22% é terminantemente contra a ampliação do porto e ainda há 22% que não tem opinião formada sobre o assunto.
   O que entendemos da enquete são duas coisas, muita gente ainda não tem informação suficiente para formar opinião sobre o assunto. Caso se trata-se de uma pesquisa de rua, 22% não se posicionar seria comum, no entanto, a ferramenta da web se resume a um leitor mais informado e mesmo essa faixa se mostrou desinformada.
   Por outro lado, os que conhecem o assunto dão mostras de que a proposta em pauta é ruim.
   Há um movimento que vai lançar a campanha "Ampliação do Porto sim, mas assim..." com uma proposta sustentável de ampliação.
   É esperar para ver!

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