Sobre o ato de educar: a imposição


Prof. Lucelmo Lacerda é Mestre em História e Doutorando em Sociologia pela PUC-SP




"NADA QUE É IMPOSTO FUNCIONA!"
É sobre essa mentira que vamos nos debruçar nesse artigo.
Como já disse, os pais sabem o impacto que cada ação que seu filho realiza sobre sua vida futura. Os filhos estão impossibilitados de sabê-lo, pois somente a experiência traz essa sabedoria.
Dessa forma, é preciso dizer que impor ao filho determinadas coisas é imprescindível.
Autoridade não é autoritarismo, autoritarismo seria impedir que o filho, diante da imposição de algo, exercite seu sistema límbico, isto é o produtor de raiva. É importante que o filho chore, gema, enfim, externe a energia límbica, ao invés de reprimi-la, gerando, possivelmente, uma neurose.
Ademais, é preciso ficar claro que impor não significa ser estúpido, agressivo ou se fechar ao diálogo, é simplesmente garantir alguns elementos básicos fora de qualquer negociação. Quais são, em meu entender, os itens fora de negociação:
Educação;
Ex. se uma criança ou adolescente não quer mais freqüentar a escola, é preciso ficar claro que essa não é uma opção válida. Mas certamente o grito "Vai e acabou!" não é o melhor caminho, mas talvez o suave "filho, tem que ir para a escola, mas fala para mim, qual é o problema, eu vou te ajudar!" seja uma boa saída.
Saúde;
Ex. se uma criança ou adolescente que ir para a escola de camiseta em dia de frio e sereno, evidentemente não se pode permitir.
Segurança física;
Ex. se uma criança ou adolescente quer ir a uma "balada", é evidente que a segurança física, incluindo a vida, dela está em jogo, então, que funcione o sistema límbico, que fique com raiva, mas calmamente ela deve ser avisada que não vai e por que não vai. Note-se o "avisada", não negociação quando o campo é o da segurança.
Segurança moral;
Ex. se uma criança ou adolescente está freqüentando sites pornográficos, os mesmos devem ser bloqueados e um diálogo franco sobre sexualidade deve ser aberto com o adolescente, incluindo, possivelmente, um profissional.

É preciso reafirmar duas posições tomadas: 1- a imposição não só funciona como é, muitas vezes, imprescindível; 2- a imposição não quer dizer autoritarismo, estupidez ou falta de diálogo;
No próximo texto, avanço na questão do diálogo, até!


Posted: 17 Oct 2009 11:24 AM PDT
   Na enquete feita pelo Blog São Sebá, 11% se mostrou a favor da ampliação nos moldes propostos, 44% é a favor da ampliação, mas contra o formato apresentado pela Companhia Docas, enquanto 22% é terminantemente contra a ampliação do porto e ainda há 22% que não tem opinião formada sobre o assunto.
   O que entendemos da enquete são duas coisas, muita gente ainda não tem informação suficiente para formar opinião sobre o assunto. Caso se trata-se de uma pesquisa de rua, 22% não se posicionar seria comum, no entanto, a ferramenta da web se resume a um leitor mais informado e mesmo essa faixa se mostrou desinformada.
   Por outro lado, os que conhecem o assunto dão mostras de que a proposta em pauta é ruim.
   Há um movimento que vai lançar a campanha "Ampliação do Porto sim, mas assim..." com uma proposta sustentável de ampliação.
   É esperar para ver!

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Sobre o ato de educar: a autoridade

Prof. Lucelmo Lacerda é Mestre em História e Doutorando em Sociologia pela PUC-SP




A escola não é mais a mesma, o problema, no entanto, é que mudou para pior, os estudantes se recusam terminantemente a aprender.
As famílias, no mesmo caminho, inverteram sua lógica e os pais se recusam a educar, tratam os filhos como colegas.
Há um conjunto de causas para esse processo, o principal, penso, foi a descoberta, por parte do mercado, que a criança é mais suscetível à propaganda e que ela pode ser transformada no agente promotor do consumo no ambiente doméstico. Mas para isso, seria preciso demolir a autoridade paterna e fazer da chantagem consumista o único elemento de manobra dos pais em relação aos filhos "Faça isso senão não ganha aquilo!". O resultado é que hoje, 80% do total do consumo é determinado pelas crianças, até mesmo itens como a marca do carro, por exemplo.
Além do mais, a incessante instigação do consumo provoca nas crianças uma sensação de impotência, uma vez que é impossível consubstanciar todo esse desejo consumista, mesmo para as crianças ricas. Assim, já nos ensinava Freud, a impotência é projetada em outra atividade, outro espaço em que se pode exercer a potência, bater no colega, xingar o Professor, não fazer a lição, apelo à atividade erótica são formas de afirmação de potência.
Esse elo só pode ser quebrado no interior do lar, são os PAIS QUE DEVEM SE PORTAR COMO PAIS E NÃO COMO COLEGAS, isso significa exercer a autoridade, a palavra final. E por quê? Por que os pais podem avaliar as conseqüências daquilo que os filhos fazem:
1.      Os pais sabem que andar no vento e na chuva sem proteção pode promover uma pneumonia e também o que essa doença acarreta de custos financeiros e de saúde, podendo custar a vida da criança.
2.      Os pais sabem que ter o hábito da leitura promove o aumento da inteligência e faz do leitor um melhor escritor, melhor conhecedor da língua, mais culto, enquanto as crianças não têm como fazer esse cálculo.
3.      Os pais sabem que quem não se acostuma a fazer o serviço de casa vai se dar mal um dia, enquanto para as crianças, os pais sempre serão seus escravos.
4.      Os pais sabem que MSN e ORKUT é tempo absolutamente perdido, que não ajuda em nada, neles não se aprende nada e mais do que isso, é atividade que vicia como o jogo de azar, mas os filhos não sabem de nada disso, só sabem que "A galera toda usa!".
5.      ...........

Desta forma, os pais têm que garantir, por todos os meios necessários, o cumprimento de suas determinações, temos a vantagem física e muitas vezes até mesmo a força pode ser utilizada.
ATENÇÃO PARA A MÁXIMA BALELA:
"NADA QUE É IMPOSTO FUNCIONA!"
É sobre essa mentira fundamental que se assenta a falência da instituição familiar na pós-modernidade. O que é imposto pode funcionar sim, funcionar bem e muitas vezes é imprescindível.
No próximo artigo dessa série vou trabalhar melhor essa questão da imposição, até!


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Sobre o ato de educar: a palavra

Prof. Lucelmo Lacerda, Mestre em História e Doutorando em Sociologia pela PUC-SP

Cada um de nós tem um sistema de referência intelectual, por exemplo, tenho identidade intelectual com o teólogo e filósofo Leonardo Boff, com o psicanalista Erich Fromm e com o educador Paulo Freire, suas manifestações são recebidas por mim com receptividade e minha tendência é coadunar com essas novas mensagens. Por outro lado, opiniões emitidas por Roberto Damatta, Olavo de Carvalho ou Caetano Veloso, por exemplo, tendem a receber minha imediata antipatia e a possibilidade de recusa é significativa.
Esse tipo de referência é volátil, amanhã posso mudar de opinião, incluir ou excluir nomes em meu quadro negativo ou positivo de referência.
No entanto, há um outro tipo de referência, a emocional: o pai, a mãe, os irmãos, amigos, até mesmo a televisão. Nesse sentido é importante que os pais entendam que tipo de referência estão se tornando.
Esse tipo de referência não é do tipo (como o intelectual) que tenha um filtro reflexivo. Quando o pai ou a mãe fala algo para seus filhos, normalmente eles não param e pensam "Será que isso é verdade?", é o referencial construído pelo falante que determina a aceitabilidade do que é falado.
Se um pai diz "Você não vai!" e o filho vai.
Se um pai diz "É a última vez que eu falo!" e não é nem a penúltima.
Se um pai diz "Agora você vai estudar!" e o estudo não acontece.
Se um pai diz "É só uma hora no MSN!" e o filho fica uma hora e meia.
E assim por diante, a palavra desse pai é imediatamente recebida pelo filho como fracasso, como mentira. Então quando ele diz "Drogas viciam", "Beber e dirigir é arriscado!", "Aquele seu amigo é perigoso!" e assim por diante não tem efeito algum ou, possivelmente, o efeito contrário, isto é, a desmoralização imediata da afirmativa.
Nesse caso, a opinião dos amigos passa a um status superior, o que é um perigo imenso.
Por outro lado, quando um pai diz "Você não vai!" e o filho não vai.
Se um pai diz "É a última vez que eu falo!" e na sequência ele toma um atitude.
Se um pai diz "Agora você vai estudar!" e faz o estudo acontecer.
Se um pai diz "É só uma hora no MSN!" e o filho não chega a uma hora e um minuto.
A palavra desse pai passa a ser recebida como a verdade absoluta, ela não é mediada pela reflexão.
Entrando em um terreno diferente, quero trazer aqui meu testemunho pessoal.
Convivi com minha mãe por 18 anos. Ela sempre dizia "Eu nunca falo nada três vezes" e em 18 anos nunca falou nada três vezes, nunca me perguntou se eu queria ou não verdura e nunca pude recusar (e hoje só não como madeira e pedra), nunca disse "Não vai!" em ocasião que eu tenha ido, assim como também disse que drogas fazem mal e viciam.
A partir dos 15 anos passei a participar de eventos em nível nacional, viajei por vários estados do país, Encontros, Fóruns, Congressos e mesmos festividades, já dividi ambientes com maconha (muita), cocaína e outros e além de não ter jamais sequer experimentado, embora grande parte dos meus amigos fossem viciados, nunca senti vontade de experimentar.
Aí reside o papel da referência emocional, no processo de molde da psiquê do adolescente, não só para referenciar as decisões do filho, mas para formar que ele é!


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Re: Para nós, professores



 Amadeu Matos

Muito boa noite, colegas.
Gostaria que compartilhassem a leitura desse texto. Afinal, fazemos a diferença...
Abração a todos,
Professor Amadeu
 

O Professor

A tabuada não basta. Como não bastam funções hiperbólicas, variáveis complexas, orações subordinadas. Não bastam Euclides e sua geometria, não bastam as teorias. O professor deve ensinar ao aluno a arte de viver com dignidade, com amor, com liberdade.

Não basta falar das guerras, das batalhas, das conquistas — tem que ensinar o aluno a conquistar-se primeiro a si próprio. Ensinar-lhe medir distâncias é pouco — necessário vencê-las. Não basta saber o nome dos rios, temos que fluir. Equações algébricas não resolvem tudo, antes é preciso resolver-se. Em vez das mentiras históricas, o professor deve ensinar as verdades, e o melhor modo de encontrá-las.

Não basta falar de política, o professor tem que ser democrata. Deve olhar nos olhos do aluno e dizer-lhe como a vida é. Aumentar-lhe a coragem de crescer. Ensinar-lhe a lógica das emoções e o amor pelo raciocínio.

O professor transmite sabedoria, incentiva o bom senso e o bom gosto. Mergulha fundo no oceano de dúvidas que o aluno tem no coração, e traz o tesouro pulsante lá submerso. Educa, orienta, aviva a chama na consciência de cada. Ao polir a pedra bruta consegue intenso brilhante.

Bom professor é aquele que não exige, não cobra — obtém. Não corrige — mostra o porquê. Não hesita quando avalia, não constrange quando examina. E nunca faz da nota uma espada.

O bom professor não só ensina, compreende. Não levanta a voz, amplifica o verbo, convence. É sério — mas ri da própria seriedade. Fala do êxtase, da alegria e da profunda emoção que explode no seu peito quando ensina, como pétalas no riso de quem ama.

O professor mostra ao aluno a diferença entre o silogismo e a serpente. Ensina-o a extrair raiz quadrada com poesia. Demonstra como ser ousado sem ser burro. Jamais abusa da confiança do aluno, não lhe invade o espaço, não procura condicioná-lo. Não cria relações de dependência, nem exerce dominação sádica sobre ele. Infunde-lhe o respeito absoluto pela vida. Prefere o aluno criativo ao bem-comportado. Nunca o explora, é só o conquistador de um novo mundo, que leva o aluno a ver mais — mais alto e mais longe.

Não levanta paredes em torno do aluno, e sim derruba aquelas que houver. Abre-lhe as portas da vida, com veemência. Não o repreende, não o censura, não o recrimina. Mostra ao aluno a importância da inteligência na determinação do seu futuro. O velho dilema entre a caneta e a vassoura...

Como Sócrates, o bom professor não vê glórias no que sabe, não esconde o que conhece, nem oculta o que possa não saber. Brinca, tem confiança em si, e não faz da escola uma cela.

Moderno, convence o aluno a saltar os muros da tradição, porque a aventura está sempre do outro lado. Lógico, respeita aquele que aprendeu a questionar. Não o sufoca com preconceitos nem com juízos de valor. Nem lhe causa medo algum. Transmite confiança, pega na mão, aplaude, incentiva, suporta, conduz, ampara na travessia.

Não é hipócrita, faz o que diz e diz o que pensa. É um farol que não vela o que descobre. Mostra um caminho. E não apenas mostra — demonstra, comprova, define.

Aranha em teia de luz, o professor não prende — liberta. Carrega o giz como fosse uma flor, com amor. E quando faz a linha tem firmeza, mas não separa. Ora Dali, ora Picasso, vai colocando a tinta, pondo seu traço, amando seu gesto, compondo a canção. Enaltece o risco do sonho, o círculo do fogo, a pureza da alma, o princípio da vida, o anel da esperança.

Considera o aluno obra de arte quase inacabada. Ama-o como se fosse um anjo. E nunca vai matar-lhe no peito a vontade de ser livre.

O professor é o amigo sincero que ajuda o aluno a superar os limites da vida, desbravando com determinação e ousadia essa fantástica região chamada Experiência.

Enfim — o professor é o Mestre.

Autor: Edson Marques


No livro SOLIDÃO À MIL.
Páginas 152-153

 

VESITE O SITE DO CABRA: http://www.mude.blogspot.com/

Vale a pena conferir!!!

Abração,

Amadeu.




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PROF. LUCELMO

Alunos preferem professores a instituições

Pesquisa mostra que alunos preferem professores a instituições de ensino

Da Agência Brasil
Pesquisa feita pela UnB (Universidade de Brasília) revela que alunos de instituições particulares de ensino superior particulares estão mais vinculados aos professores do que à universidade. A relação aluno-professor é mais valorizada inclusive do que instalações luxuosas. A tese Capital Social Organizacional: A Confiança nas IESs (Instituições de Ensino Superior) de Brasília, desenvolvida em junho de 2007 pelo professor Gilson Borda, foi realizada com alunos de faculdades tradicionais e novas do Distrito Federal.

Para a pesquisa, Borda contou com a participação de 351 alunos e usou bases de teóricos tradicionais. Ele avaliou a relação entre estudantes, funcionários, professores e direção de ensino. De acordo com os dados obtidos, 80% dos entrevistados preferem os professores à instalações física como motivação para ingressar ou permanecer em uma faculdade.

O pesquisador acredita que a relação de confiança do aluno com a faculdade é intermediada pelo professor, portanto, o responsável por fortalecer esse laço acaba sendo o professor, pois é ele que passa a maior parte do tempo com o estudante. Isso também pode funcionar de maneira negativa, esclarece Borda, porque se o docente se sentir insatisfeito com a instituição, a relação com o aluno pode ficar abalada.

A opção por instituições privadas foi feita porque além de relações sociais, existem também as econômicas e segundo teorias estudadas para a formulação da tese, "mesmo em uma relação comercial, sempre há uma troca social maior do que a econômica", explica o professor.

O objetivo do trabalho era avaliar os capitais importantes no século 21 e mostrar que a relação econômica não é tão importante quanto se costuma acreditar. Borda conta que desde a Revolução Industrial, o capital econômico era o mais importante, porém "a partir da década de 1950, passou a ser valorizado também o capital intelectual". Isso significa que a capacidade intelectual, principalmente no caso de instituições de ensino, deve ser considerada primordial. A conclusão a que chegou a pesquisa foi que a ligação da instituição com o aluno é gerada a partir da convivência com o professor que ensina não só conhecimento, mas também valores.

Edição: Graça Adjuto


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PROF. LUCELMO

Envelhecimento e desinteresse pelo magistério

CNTE aponta envelhecimento dos professores e desinteresse pelo magistério

Da Agência Brasil
Os professores brasileiros comemoram hoje (15) o seu dia na expectativa de que a Lei do Piso Salarial Profissional, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em julho do ano passado pelo presidente da República, finalmente "pegue" e seja adotada por todas unidades da federação.

"O grande presente que poderia ser dado aos professores neste momento é o reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal da constitucionalidade da Lei 11.738 que estabeleceu o piso nacional para os docentes", assinala Roberto Franklin Leão, presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação).

A adoção do piso e a melhoria da carreira podem reverter o envelhecimento da profissão e o desinteresse dos mais jovens pelo magistério, acredita Leão. Segundo ele, a falta de renovação já compromete a disponibilidade de professores de matemática, química, física e biologia.

"O salário é muito baixo. A perspectiva de fazer o percurso da carreira é muito obscura, sujeita a toda sorte de sobressaltos. O professor precisa saber o que lhe espera nesses 25 ou 30 anos que ele percorre durante a vida profissional", aponta o presidente da CNTE.

Roberto Leão vê no Poder Público a responsabilidade de reverter o quadro. "Se não houver por parte das autoridades responsáveis pela educação uma vontade de tornar a carreira do magistério mais atraente, nós vamos passar por dificuldades maiores do que as atuais", diz, criticando processos de avaliação dos professores baseada no desempenho dos alunos. "É injusto. Não se pode avaliar o professor pela nota que recebe o aluno sem considerar as condições de vida do estudante, a origem familiar e os espaços sociais que frequenta".

Aos problemas da carreira do magistério, o presidente da CNTE associa a violência na escola, a indisciplina e a má-criação dos alunos. "A violência não é uma coisa da escola. A violência está na sociedade e a escola faz parte da realidade. Mas essa situação de violência também é sim um fator para que as pessoas pensem: 'eu ganho pouco, não tenho carreira, eu ainda vou me sujeitar a ser agredido por um menino?'", ressalta.

Na opinião do historiador e professor da Unicamp (Universidade de Campinas), Jaime Pinsky, o magistério não tem mais prestígio e em sala de aula o professor lida com uma maior irreverência dos alunos, "que às vezes ultrapassa os limites da educação", diz, acrescentando que em todos os níveis sociais os pais estão "terceirizando" as funções da família para a escolas e estão cobrando dos professores responsabilidades que não são suas.

Escola mais atraente

Para Leão, "a escola precisa ficar atraente para os alunos. Por mais pobre que os alunos sejam, há a possibilidade de eles estarem em contato com as novas tecnologias. Há um descompasso: enquanto os alunos são digitais, a escola é analógica".

Jaime Pinsky avalia que o papel do professor mudou nos tempos de internet, celular e notebook. "Não cabe mais levar informação, mas relacioná-las e transformá-las em conhecimento". Para ele, a mudança exige formação teórica mais sólida dos professores e mais leitura.

"Em geral, os professores lêem muito pouco. Muitas vezes, utilizam os próprios manuais e livros didáticos que adotam para aprender sobre o conteúdo que precisam ministrar. Se a publicação tem falhas, ele não tem conhecimento para superar essas lacunas", afirma Pinsky. O historiador lamenta o "pacto da mediocridade" entre escola, professor e aluno. "Um finge que aprende. O outro finge que ensina. O empregador finge que paga bem".

Formação

Perguntado em entrevista coletiva sobre os problemas de formação dos professores, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o MEC está possibilitando "acesso irrestrito" dos docentes à universidade pública. "Por isso, lançamos o Plano Nacional de Formação de Professores para que todo professor possa ter uma formação adequada. Os 50 mil primeiros professores já foram inscritos e vamos reabrir as inscrições para o primeiro semestre de 2010".

O plano oferece formação a três perfis diferentes de profissionais: primeira licenciatura para professores que não têm curso superior; segunda licenciatura para aqueles que já são formados, mas lecionam em áreas diferentes da que se graduaram; e licenciatura para bacharéis que necessitam de complementação para o exercício do magistério. Segundo o MEC, até 2011 serão oferecidas 331 mil vagas em universidades públicas, reservadas exclusivamente pelo plano.

Gilberto Costa e Amanda Cieglinski
Repórteres

Edição: Graça Adjuto


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PROF. LUCELMO

Sétimos anos: MAIAS E ASTECAS

Aqui vão algumas sugestões de sites legais sobre os Maias, Astecas e Incas:
http://www.pegue.com/incas/
http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/adrienearaujo/historia018.asp
Este site traz fotos interessantes sobre estas civilizações:
http://www.conjuntojk.com.br/diversao/jk_humor_jogos_curiosidades/curiosidades/maia/maia.htm

FONTE: http://www.voltanotempo.blogspot.com/

Secretaria da Educação e Transpetro realizam encontro em Barra do Una


Dando continuidade aos Programas de Educação Ambiental da SEDUC, nesta terça-feira (29/09) supervisores e professores, juntamente com técnicos do Parque Estadual da Serra do Mar, participaram de esclarecimentos sobre o uso dos Kit's para medição do grau de poluição das águas, oferecido pelas técnicas da Transpetro Thais Nóbrega Shiboula e a bióloga Vivian Rose Ribeiro Galo, através da parceria entre as duas instituições.

A capacitação para manuseio dos equipamentos e dos reagentes aconteceu na E.M. Prof.ª Maria Virgínia Silva e E.M. Prof.ª Sebastiana C. Bittencourt, em Barra do Una, onde professores e alunos realizam trabalhos de Educação Ambiental nos rios do próprio bairro, como Rio Una e Silveiras, muito utilizados pelas marinas.

A parceria entre SEDUC e Transpetro envolve todas as escolas do Município e as ações acontecem durante o ano letivo de 2009, com encerramento previsto para o mês de Novembro, com uma exposição dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos.

Festa no Botelho

Prof. Lucelmo

   Organizei uma festa de aniversário no EJA, no Henrique Botelho, olha a animação:

   Coloquei o notebook para capturar as imagens e deixei à vontade para os alunos:

TEVE OS MAIS RECENTES ANIVERSARIANTES CORTANDO BOLO, JOGO DAS CADEIRAS, DANÇA E OUTROS:







As Igrejas na TV - TV BRASIL 2009

PARTE 1


PARTE 2



PARTE 3

Pedagogia do Oprimido: Paulo Freire

Paulo Freire - Pedagogia do Oprimido (DOC-LivroCompleto)

Sextos anos - Mesopotâmia

A partir de agora temos um novo local de encontro para nossas aulas. Neste espaço você encontrará links para imprimir e copiar textos das aulas ou para quem quer saber mais.
Textos que serão trabalhados em sala (18/08):
http://www.4shared.com/file/125593846/1ff7f12c/MESOPOTMIA.html
http://www.4shared.com/file/125596495/d94d78d/CRUZADAS_EGITO_E_MESOPOT.html
Textos complementares:
http://www.4shared.com/file/124456901/7b380e9e/JARDINS_SUSPENSOS_DA_BABILNIA.htm



fonte: http://www.voltanotempo.blogspot.com/

Sétimos anos da E.M H. Botelho - período da cana-de-açúcar

Temos um novo espaço para nossas aulas de História. A partir de agora vocês poderão ter um cópia dos textos e exercícios das aulas ou acessar outros links interessantes sobre diversos assuntos de História. Espero que vocês gostem! Para as aulas de 17 a 21 de agosto temos este texto a ser trabalhado (é só clicar no link e baixar o documento):
http://www.4shared.com/file/125594213/82aa4c89/Perodo_da_cana-de-acar.html

Como estamos no auge da novela "Caminho das Índias", que tal conhecer um pouco mais sobre este país tão exótico? É só acessar:
http://www.4shared.com/file/125594758/77df92ee/NDIA.html



fonte: http://www.voltanotempo.blogspot.com/

Setimos anos - seminário escravidão negra

Caros alunos, o texto completo do seminário sobre a escravidão negra no Brasil e a atividade de conclusão encontra-se disponível no link abaixo. É só clicar para baixar o arquivo.
http://www.4shared.com/file/128821777/48115ec0/Seminrio_escravido_negra.html
http://www.4shared.com/file/128823041/25197638/Seminrio_escravido_concluso.html


fonte: http://www.voltanotempo.blogspot.com/

Sextos anos - Egito

Alunos interessados: para obter uma cópia do texto usado na sala sobre o Antigo Egito, é só clicar no link abaixo e depois baixar o arquivo (para leitura ou imprimir):
http://www.4shared.com/file/128749190/f7d9f5c5/Egito.html

Quer escrever seu nome em hieróglifos egípcios?
Então acesse o site abaixo:
http://www.mc21.fee.unicamp.br/~pgl/modulos/egito/conv_hieroglifos.htm

Gostou do Egito? Quer conhecer mais. Aqui vão alguns endereços de sites legais sobre o assunto:
http://antigoegito.tripod.com/index2.htm
http://www.imagick.org.br/pagmag/sistmag/deuses.html
http://mythologya.vilabol.uol.com.br/deuseseg.htm



fonte: http://www.voltanotempo.blogspot.com/

Disciplina sobre Cultura Afro-brasileira

Secretária de Educação diz que São Sebastião terá disciplina sobre Cultura Afro-brasileira

As secretarias municipais de Cultura e Educação de São Sebastião promoveram, na noite da última quinta-feira (27/08), o lançamento do livro“Racismo: São Paulo Fala. O evento teve como palco as dependências da Casa Grande da Fazenda Santana, no Pontal da Cruz, local onde viveram centenas de escravos na época do Brasil Colônia. Participaram do evento diversas entidades ligadas ao movimento negro na região. Na oportunidade, a secretária de Educação, Angela Couto, informou que irá incluir na grade curricular das escolas municipais uma disciplina que trata da cultura afro-brasileira.
O evento foi abrilhantado com diversas apresentações de dança afro por parte de alunos das oficinas culturais mantidas pela Prefeitura de São Sebastião. Dezenas de convidados puderam apreciar as apresentações de grupo Caiapó do Pontal da Cruz, da bailarina Mariana Paula da Silva (dança solo afro), de maculelê, de jongo com a ONG Acubalin e do manifesto poético Zumbi.
A secretária de Cultura e Turismo, Marianita Bueno, agradeceu à família Santana pela cessão do espaço, ideal para o evento, em função do triste histórico escravocrata sebastianense nos anos do Brasil Colônia. “Uma de nossas funções enquanto figura pública é a de criar mecanismos para banirmos de vez o racismo que infelizmente ainda faz parte de nossa realidade social. São com eventos dessa natureza que conseguiremos alcançar esse objetivo”, disse ela.
A secretária de Educação, Angela Couto, ressaltou que esse é um dos muitos eventos que pretende levar adiante junto com a Secretaria de Cultura e Turismo. “Quero informar que iremos inserir nas escolas do município a disciplina tratando da cultural afro-brasileira. Mas, devo lamentar que para que isso fosse possível, uma lei teve que ser criada nesse sentido”, disse ela. 
O livro 
O livro “Racismo: São Paulo Fala” é uma obra, que reúne 120 textos entre depoimentos, crônicas, poesias e cartas de pessoas que tiveram alguma experiência neste sentido. Ele foi editado pelo Estado como fruto de campanha realizada no ano passado em comemoração aos 120 anos da abolição da escravatura no Brasil.
Com apoio do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, a campanha – intitulada “120 Anos de Abolição: Racismo, se você não fala, quem vai falar?” – recebeu em São Paulo mais de 13 mil correspondências, material este  posteriormente selecionado por uma comissão especial para a composição do livro lançado oficialmente no dia 13 de maio de 2008, com destino às escolas públicas municipais de sexto ao nono anos.
Formado por 32 membros – 22 da sociedade civil e dez do funcionalismo público estadual indicados pelo governador com mandato de quatro anos – o Conselho é atualmente presidido por Elisa Lucas Rodrigues convidada especial à cerimônia oficial ao lado de Teresinha de Oliveira Marciano Costa, presidente da ONG Zambo e Leandro Rosa, assessor da Secretaria Estadual da Cultura para gêneros e etnias.
Exemplares do livro foram repassados aos coordenadores e professores de história da rede municipal sebastianense, para ser trabalhado em sala de aula pelas diferentes disciplinas.
Fonte: Depto de Comunicação

TV SÃO SEBÁ - Conexão São Sebá 1: Ver. Solange

ESBOÇO PARA UMA PROPOSTA PARA A EDUCAÇÃO!

Prof. Lucelmo é Historiador, Mestre em História e Doutorando em Sociologia pela PUC-SP


É preciso lembrar, primeiramente, duas coisas, primeiro, entendo que a estrutura: Sala de aula, com Professor e alunos, é uma instituição fracassada, o mais provável é que caminhemos para uma condição mais parecida com a da Escola da Ponte, de educandos pesquisadores com auxilio de orientadores. No entanto, neste artigo trato de propostas mais próximas, que deveriam, em meu entender, entrar no calendário das políticas públicas oficiais da Prefeitura, enquanto uma experiência inspirada pela Escolada da Ponte poderia aparecer como Escola Piloto.

A segunda observação é que essas propostas não se tratam de um plano de governo, mas um plano de governoS, isto é, se desdobra no intercorrer de vários mandatos.

No que entendo, de forma ampla, o projeto é mudar o sistema de educação, praticamente uma cópia do estado.

  1. Os Professores seriam trabalhadores de 01 escola, em que cumpririam um turno in loco, dando aulas e outro turno estudando, este esquema exigiria regime de dedicação exclusiva dos Professores, permitindo à Prefeitura exigir do docente um respeito à natureza científica de seu cargo, cobrando produção acadêmica do mesmo, como livros e artigos, tal como o faz as Universidades.
  2. Deve se ampliar quantitativa e sobretudo qualitativamente os espaços de discussão pedagógica entre os docentes, garantindo espaço e estrutura para os processos de interação interdisciplinar.
  3. A construção dos espaços escolares deveria assimilar alguns dos conceitos mais avançados da arquitetura, incluindo as necessidades pedagógicas como estruturante do projeto arquitetônico, o que pode ser feito absolutamente sem aumentar o valor da obra.
  4. Entendo, em consonância com Paulo Freire, que as bases da organização da educação são a ética e a estética, no entanto, deve se observar que a atual situação do conjunto de relações estabelecidas na escola é a de crise disciplinar, assim, tal como a teoria do pedagogo ucraniano Anton Makarenko (que trabalhou com jovens delinqüentes e também com escolas regulares na União Soviética, na primeira metade do século XX), compreendo que o acento sobre a disciplina é uma urgência.
  5. Acerca da distribuição de uniformes, acredito que não deve ser somente uma forma de presença do governo, mas um mecanismo para atenuar as diferenças sociais entre os alunos, ao mesmo tempo que um primeiro demonstrativo de disciplina, neste sentido, distribuído o uniforme, não deve ser permitido a entrada do aluno que estiver mesmo que somente com uma só peça que não faça parte do equipamento que lhe foi entregue gratuitamente.
  6. A mais evidente das atitudes que contribuem para a saída da condição periclitante em que a educação está é a interação entre a comunidade e a escola, que deve deixar a mera formalidade, as meras reuniões de pais, para alcançar um grau bem mais elevado.
Entre outras...

REALIDADE

Carrefour, Pão de Açúcar e Wal-Mart prometem restringir carne da Amazônia

Pressão popular ajuda a conservar a Amazônia
As três maiores redes de supermercados do Brasil - Wal-Mart, Carrefour e Pão de Açúcar - prometem atender a pedido do Ministério Público Federal e dizem que deixarão de comprar carne de desmatadores ilegais da Amazônia. Veja reportagem completa na Globo Amazônia em http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0..MUL1192299-16052.00.html.

Diante do anúncio, várias ONG's ná manifestaram apoio a essa política empresarial, que atende ao apelo da justiça e é uma reinvindicação histórica.

Claro que essas empresas deverão explorar bastante através do marketing ecológico, mas como consumidores devemos estar atentos e divulgar essas atitudes para que ocorra algo semelhante no "nosso quintal".

Tamanho da fatia
Segundo o Portal Exame, as três maiores redes concentram 73% do faturamento entre os vinte maiores supermercados do País em 2008.

CONAE 2010


A Conferência Nacional de Educação - CONAE é um espaço que pretende ser democrático aberto pelo Poder Público para que todos possam participar do desenvolvimento da Educação Nacional.
Aqui em Nosso Município acontecerá no próximo dia 18 de junho, a partir das 18h30, no Teatro Municipal.
Informe-se na sua Escola, ou no site http://portal.mec.gov.br/conae/index.php, leia os eixos temáticos e prepare-se para contribuir. Devemos todos participar representando ou sendo representado. Participe das discussões na sua escola e lute por uma educação para todos e de qualidade. Esse é o nosso dever.
Professor Amadeu

Nosso espaço e nosso tempo

Esse espaço virtual pretende promover o diálogo entre professores de Geografia, História e outras áreas do conhecimento, visando melhorar a qualidade do ensino no nosso município.