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ESBOÇO PARA UMA PROPOSTA PARA A EDUCAÇÃO!

Prof. Lucelmo é Historiador, Mestre em História e Doutorando em Sociologia pela PUC-SP


É preciso lembrar, primeiramente, duas coisas, primeiro, entendo que a estrutura: Sala de aula, com Professor e alunos, é uma instituição fracassada, o mais provável é que caminhemos para uma condição mais parecida com a da Escola da Ponte, de educandos pesquisadores com auxilio de orientadores. No entanto, neste artigo trato de propostas mais próximas, que deveriam, em meu entender, entrar no calendário das políticas públicas oficiais da Prefeitura, enquanto uma experiência inspirada pela Escolada da Ponte poderia aparecer como Escola Piloto.

A segunda observação é que essas propostas não se tratam de um plano de governo, mas um plano de governoS, isto é, se desdobra no intercorrer de vários mandatos.

No que entendo, de forma ampla, o projeto é mudar o sistema de educação, praticamente uma cópia do estado.

  1. Os Professores seriam trabalhadores de 01 escola, em que cumpririam um turno in loco, dando aulas e outro turno estudando, este esquema exigiria regime de dedicação exclusiva dos Professores, permitindo à Prefeitura exigir do docente um respeito à natureza científica de seu cargo, cobrando produção acadêmica do mesmo, como livros e artigos, tal como o faz as Universidades.
  2. Deve se ampliar quantitativa e sobretudo qualitativamente os espaços de discussão pedagógica entre os docentes, garantindo espaço e estrutura para os processos de interação interdisciplinar.
  3. A construção dos espaços escolares deveria assimilar alguns dos conceitos mais avançados da arquitetura, incluindo as necessidades pedagógicas como estruturante do projeto arquitetônico, o que pode ser feito absolutamente sem aumentar o valor da obra.
  4. Entendo, em consonância com Paulo Freire, que as bases da organização da educação são a ética e a estética, no entanto, deve se observar que a atual situação do conjunto de relações estabelecidas na escola é a de crise disciplinar, assim, tal como a teoria do pedagogo ucraniano Anton Makarenko (que trabalhou com jovens delinqüentes e também com escolas regulares na União Soviética, na primeira metade do século XX), compreendo que o acento sobre a disciplina é uma urgência.
  5. Acerca da distribuição de uniformes, acredito que não deve ser somente uma forma de presença do governo, mas um mecanismo para atenuar as diferenças sociais entre os alunos, ao mesmo tempo que um primeiro demonstrativo de disciplina, neste sentido, distribuído o uniforme, não deve ser permitido a entrada do aluno que estiver mesmo que somente com uma só peça que não faça parte do equipamento que lhe foi entregue gratuitamente.
  6. A mais evidente das atitudes que contribuem para a saída da condição periclitante em que a educação está é a interação entre a comunidade e a escola, que deve deixar a mera formalidade, as meras reuniões de pais, para alcançar um grau bem mais elevado.
Entre outras...

REALIDADE